Olá amores!
Estive refletindo bastante por esses dias, ok eu também tirei um tempo pra pular carnaval, escrever resenhas e assistir Arrow, mas estou prestes a iniciar uma nova fase em minha vida e sempre que isso acontece eu fico um pouco apreensiva, e sempre que algum tipo de mudança aparece no meu caminho eu penso bastante sobre e como ela vai afetar as outras áreas da minha vida, principalmente porque sou uma pessoa ansiosa e fico imaginando todas as possibilidades (boas e más) que podem surgir por aí...


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Hoje eu percebi que eu não te amo mais, estranho que ao contrário do que imaginei tantas vezes não me sinto vazio, me sinto aliviado. Na verdade eu sinto pena do que fizemos com o que sentíamos um pelo outro, pena desses tantos meses que passamos desperdiçando tentando convencer que o amor virou ódio, pelo menos no meu caso não é verdade e agora sei que nunca será. Vivemos tantos momentos especiais que eu vou guardar pra sempre, assim como sempre vou me lembrar que foi você que me tornou mais paciente e tolerante ao partilhar um pedaço da minha vida com você...

Não sei o que causou esse meu despertar, mas hoje o seu fantasma não perturba mais meu sono, não sinto o peso da sua ausência ao acordar, nem mesmo me lembro porque me prendi a tantos sentimentos negativos por tanto tempo, porque insisti tanto em ver o céu nublado enquanto dias cheios de sol estavam me esperando... No fundo sei que percorri o caminho que tinha que percorrer, o começo foi difícil sim, mas são essas dificuldades que fazem a gente mudar, evoluir e agora eu cheguei na próxima fase! Hoje eu estou me amando mais, o espelho me sorri de volta e quem sabe eu não encontro o final do arco-íris por acidente? Sinto que sou capaz de tudo e um pouco mais...

Não, eu não quero que você se sinta mal e se afogue na bebedeira, nem que me xingue ao ler essas linhas, tampouco estou tripudiando sobre a sua tristeza, é que eu quero que você também encontre essa liberdade de viver e de amar, que você perceba que fomos muito felizes juntos e que nos separamos para podermos continuar sendo felizes.Li um texto um dia desses que dizia que a felicidade tem que vir de dentro, e concordo plenamente, nós que levamos a felicidade para a vida e nós mesmos nos privamos dela.

Hoje eu me permito mais, não sei se algum dia irei sentir novamente o que senti por você ou se você era o amor da minha vida que deixei escapar, mas vou dar mais chances para a vida me mostrar coisas novas, pessoas e novos sentimentos. Hoje eu desejo que você encontre mais flores pelo caminho do que pedras e que se um dia nossos caminhos se cruzarem novamente que você sorria, me cumprimente e me conte que "a vida vai bem, obrigada", que não dói mais quando um amigo toca no meu nome e que não tem mais aquele receio de nunca mais encontrar as coisas boas que a vida nos oferece todos os dias.


Ela olhou novamente para o espelho e limpou cuidadosamente o contorno da boca, tirando o excesso do batom vermelho, novamente as palavras ecoaram em sua mente "aceita que dói menos", frase simples, seca, vazia de sentimentos, o adeus mais doloroso que poderia ter recebido, naquele momento doeu mais que um tapa na cara, quanto tempo havia se passado? As primeiras semanas foram dolorosas, dia e noite fundiam-se diante de seus olhos e ela apenas deixava-se levar pela rotina... Não, não viu o tempo passar, as semanas transformaram-se em meses e dia após dia a tristeza e a solidão acompanharam seus passos, tentou se enganar, tentou fingir que não sentia, mas às vezes em meio a madrugada despertava e rememorava e remoía e as palavras ecoavam pelas paredes do quarto silencioso "aceita que dói menos"...

Ela encarou o espelho e os olhos maquiados a encararam de volta, as olheiras mal disfarçadas sob a base, os cílios espessos devido ao rímel em excesso e uma lágrima que parecia presa ao canto do olho, lembrou-se das noites insones de pranto abundante, das mil e uma lágrimas que verteu para aliviar o aperto no peito, porém sem resultados. "Aceita que dói menos" ouviu o sussurro em seu ouvido, como um sopro do passado e se perguntou se ele acreditava naquelas palavras mentirosas, ouviu também o riso debochado dele, enquanto uma única lágrima escapava por entre os cílios traçando um risco frio e negro em sua face. Floresceu a raiva, culpou o reflexo do espelho, enxugou com delicadeza a maquiagem borrada, examinou mais uma vez o rosto do espelho, empertigou-se e com a petulância que lhe era familiar saiu do quarto com passos precisos, a noite só estava começando.

Na festa sorriu amavelmente e foi educada com todos com quem conversou, discutiu os últimos acontecimentos da política, riu das piadas infames que lhe contaram, falou sobre as tendências da moda e sobre diversos gostos musicais, dispensou com delicadeza as lisonjas e as eventuais cantadas, provou as bebidas e os canapés e quando sentiu que não mais teria força para sustentar o riso forçado e a animação fingida retirou-se à francesa. No carro fechou os olhos aproveitando os minutos de silêncio, no caminho de casa parou em um bar e comprou algumas garrafas, a noite ainda não tinha acabado... Sentada no chão da sala ela se recostava no sofá enquanto tomava a sexta dose de vodka com gelo, tinha trocado de roupa e tirado o excesso da maquiagem, deixando alguns borrões pelo caminho. "Aceita que dói menos", ouviu o eco enquanto a bebida descia por sua garganta, o problema é que nunca descobriu o que deveria aceitar... Seria a decepção, o fim, a traição inesperada ou o fato de que seus sonhos, aqueles que sonharam juntos, jamais se tornariam realidade? Imersa no álcool e nas lembranças adormeceu encolhida no sofá.

Amanheceu com a cabeça latejando e o corpo dolorido, umedeceu a boca ressecada com o último gole da garrafa que estava jogada ao lado do sofá, cambaleou até o banheiro e jogou água fria no rosto, estava prestes a entrar no chuveiro quando decidiu ir para a cama, dormiu um sono pesado, sem sonhos e acordou sentindo-se bem. Sorriu para a garota despenteada do espelho antes de entrar no chuveiro e saiu do boxe pronta pra outra, vestiu um vestido florido leve para aguentar o calor, calçou seu all star surrado e pegou seu óculos de sol preferido, decidiu dar uma caminhada, enquanto fechava a porta ouviu novamente o eco do passado "Aceita que dói menos", mas dessa vez sorriu, o passado sempre fica marcado em nós, mas o melhor é olhar para o amanhã.


Acordou com o som da chuva batendo forte na janela ou talvez fosse apenas o frio, melhor, a ausência do calor de outro corpo, a falta que fazia receber um carinho enquanto ouvia a chuva cair lá fora... Nem mesmo sabia dizer quanto tempo fazia desde a última vez, desde o último aconchego, a última troca de olhares cheia de amor e paixão. Mesmo assim a chuva trouxe de volta as lembranças, os sonhos compartilhados e as sombras que sobraram, como se todo o tempo estivessem ficado presas na imensidão do céu, e agora como por encanto libertas para se derramar por entre as frestas da janela e inundar seu sono...

Ainda sentia seu corpo arrepiar ao se lembrar de um simples toque na pele ou mesmo da suavidade que poderia ter em um beijo, ouviu a chuva cochichando todos os seus segredos e permitiu-se, depois de tanto tempo, sentir, sentir e sentir, uma enxurrada de sentimentos a muito tempo represados e guardados nas profundezas de seu coração fundiram-se em um só sentimento, um ao qual jamais saberia nomear e nem mesmo saberia descrever.

Deixou os sentimentos escoarem, tão frios quanto as gotas da chuva e tão velozes quanto o vento que se ouvia, deixou eles rolarem com força de um rio bravio ou da ressaca do mar. Deixou a chuva lavar sua alma e extirpar cada pedaço que ainda estava impregnado com o medo. Deixou os sentimentos livres para poder encontrar a própria liberdade, sem perceber havia se tornado refém do próprio coração ferido e do que ali queria manter trancafiado, esqueceu-se que os sentimentos ruins devem ser deixados para trás e os bons compartilhados...

Abriu as janelas e esperou pelo amanhecer, sentiu no vento ainda o cheiro da chuva e o seu frescor, inspirou fundo, sentiu o ar preencher e revitalizar seu corpo, inspirou novamente, como nunca havia feito antes, inspirou o mais forte que conseguia e sentiu a leveza que havia dentro de si, os grilhões haviam sido quebrados, não havia tristezas ou mágoas, nem outro sentimento negativo, mas uma enorme e crescente esperança que despertava junto com nascer do sol.



Admito que por esses dias andava um tanto quanto entristecida, meio perdida devido as peças que a vida me pregou nos últimos meses, algumas mudanças radicais me peguei meio sem rumo observando um mar de opções e tantas decisões a serem tomadas, sim eu estava me sentindo completamente perdida! Então decidi parar de me torturar por um tempo, esfriar a cabeça e me divertir e nada melhor para isso do que mudar de ares, fui pra praia curtir o sol e a maresia, sentir a água salgada e o vento forte, esqueci um pouco dos problemas e me senti livre como há muito tempo não sentia, mas tudo que é bom dura pouco, uma semana passa voando e logo estava de volta a realidade, não tão feliz...

Então aconteceu, ontem era pra ser mais um dia interminável e entediante, mas por algum motivo não foi... Não sei se foi alguma frase motivadora que eu li, ou uma música que me deixou mais animada, mas foi como se o dia tivesse nascido mais bonito, mais feliz, mais dia... Tomei algumas decisões, saí da estagnação que me prendia e me senti mais eu, como estava sentindo falta de sentir! No meio disso escrevi o trecho abaixo e postei em uma rede social (com uma foto minha) para compartilhar minha alegria:

"Hoje acordei mais eu... Mais feliz, mais de bem comigo e com o mundo, mais dos meus cachos bagunçados e do meu batom vermelho, mais bonita e mais leve, mais sonhadora e mais forte. Lembrei que ninguém pode fazer as coisas no meu lugar e que meus problemas não podem ser maiores que meus sonhos, lembrei que o significado do meu nome (Prazer, Beatriz rs) é também a minha missão e que só posso fazer isso com amor... Ahhh eu acordei mais romântica (ou tão românticas quanto sempre fui), acreditando no amor e no bem que ele faz, e amando, sim amando... Amando a Deus que sempre guia meu caminho, amando a família linda que eu tenho e os queridos amigos que sempre estarão no meu coração... E me amando!
Hoje eu acordei mais apaixonada pela vida e mais viva!"

E é isso, toda essa alegria de viver que me preencheu ontem, continua acesa em mim, relembrei todas as minhas metas para esse ano e de todos os sonhos que irei realizar, isso sem contar as inúmeras surpresas que tenho certeza que encontrarei em 2015 e decidi tirar os textos da gaveta de novo porque eu nunca vou deixar de escrever, mas às vezes é bom compartilhar com outras pessoas, dar a cara a tapa para as críticas e para os elogios (rs).


O vazio era imenso, tão grande que parecia que um buraco negro havia sido aberto em seu peito, a sensação de dormência se espalhava por todo o corpo e já sabia que nem mesmo as lágrimas bastariam nesse momento... Ah como desejava que esses momentos não acontecessem nunca, mas a montanha russa que eram os seus sentimentos tinha vontade própria e quando despencavam ela se tornava apenas uma observadora da queda livre no abismo...

Quando chegava ao fundo do abismo ela já sabia o que aconteceria como um roteiro antigo que você decora depois de muitas repetições, primeiro os pensamentos se acumulam e tudo fica cada vez mais confuso, em seguida vem o que ela apelidou de lama, sentia como se todas as coisas ruins presentes nela surgissem em forma pegajosa e grudassem em sua pele, ela se sentia imunda, o pior de todos os seres como se absolutamente tudo nela fosse feito de maldade...

Então vinha o pranto, um choro desesperado que fazia o corpo inteiro se contrair, a garganta e o nariz ficarem congestionados e a cabeça ter um latejar incessante e mesmo quando não restasse mais forças para chorar o latejar continuaria por horas até a respiração normalizar e ela cair no sono, mas não um sono reparador, um sono atormentado por sombras onde não há espaço para descanso...

A claridade invade o quarto, já passa das onze da manhã e o sol que entra pela janela reflete em seus cabelos espalhados no travesseiro, um observador acharia a cena bonita, talvez seja o calor do sol ou os sons da rua que a fazem despertar quebrando o encanto, mesmo tentando se ater ao mundo dos sonhos ela imerge aos pesadelos reais. Assim que os olhos se abrem a cabeça dói e a impressão que tem é de ter batido a cabeça na parede a noite toda, mas ela sabe que é só o efeito do choro e do álcool, depois de muito esforço levanta-se tropeçando nos lençóis e vai em direção ao banheiro largando as roupas amassadas e suadas pelo caminho.

O banho é longo e reconfortante, a água quente escorre pelo seu corpo apagando os vestígios da noite anterior, encosta a cabeça contra o azulejo frio da parede tentando amenizar o pulsar nas têmporas e reorganizar os pensamentos, ou melhor os sentimentos.. De repente ela nota que ainda se sente muito frágil, tanto sentimentalismo pesava em suas costas e quando deu por si já estava encolhida no chão do banheiro soluçando, esperou até sentir que não havia mais nada em si, lentamente deixou o vazio se expandir pelo seu corpo, revestindo cada pedacinho novamente, afinal era apenas mais um buraco para a sua coleção...


Eu procurava por alguém que entendesse o que eu dizia com o olhar, que entendesse que eu posso acordar feliz e ir dormir chorando sem nenhum motivo aparente. Eu procurava pela pessoa que saberia de cor todas as minhas músicas favoritas, mesmo que não gostasse de alguma delas, e que me acompanharia aos diversos shows, nos mais variados teatros e sempre que possível me levaria ao cinema.
Eu procurava por alguém que iria me abraçar sempre que eu estivesse carente ou somente para me mostrar que está ao meu lado e que quando eu acordasse chorando no meio da noite seguraria a minha mão, me acalmaria com cafuné enquanto meus pesadelos se tornassem sonhos.

Eu procurei pela pessoa que saberia agradar todos os meus gostos, que desculparia minhas manias bobas e que gostaria de se deitar num parque só para olhar o céu... E que além de concordar comigo no final das contas também dividiria o último pedaço de chocolate.
Eu procurei por alguém que teria coragem de me dar broncas quando eu merecesse, mesmo que eu demorasse a perceber e muito teimosa para assumir, e que me desse conselhos quando eu sentisse que o mundo está de pernas para o ar e tudo fica meio sem sentido.

Eu queria encontrar aquela pessoa que sempre consegue me deixar envergonhada quando eu menos espero e que me faça rir quando eu tiver vontade de chorar. Eu queria encontrar alguém pra quem eu pudesse contar todos os meus segredos, alguém que ri dos meus comentários bobos, eu procurei com quem discutir por motivos tolos, rir de idiotices e brigar por teimosia, mas principalmente eu queria que essa pessoa me ensinasse coisas novas, inclusive como ver o mundo com outros olhos...


Ela estava deitada e o sol entrava pela janela, já era tarde, ela sabia, mesmo assim pesos invisíveis faziam com que fosse impossível levantar-se da cama. Mantinha os olhos fechados, mas por de trás deles um turbilhão de pensamentos trespassava-lhe a mente, eram questões que precisavam de uma resposta, coisas que deveria estar fazendo naquele momento, coisas que havia esquecido de fazer, pessoas que queria ver e que certamente faria bem ela ver naquele momento, lembranças da semana, lembranças de anos passados, pensamentos, sentimentos e sensações, saltavam de um para outro fazendo associações que conscientemente seria impossível de fazer, a mente é um lugar estranho.
Finalmente respirou fundo e abriu os olhos, primeiro viu o teto pintado de branco, sabia que deveria olhar para o relógio, mas era mais agradável encarar o teto, reuniu coragem e lentamente virou a cabeça em direção ao relógio que ficava na comoda do outro lado do quarto, mas ao invés de ver a hora, viu números desconexos piscando, sinal de que a luz havia acabado em algum momento entre as incontáveis horas que estava na cama. Já que não sabia que horas eram, decidiu que não se preocuparia e tornou a fechar os olhos. Agora podia ver os pensamentos como fotos sendo passadas muito rapidamente, de certa forma chegavam a ser engraçados.
Acordou assustada, tinha ouvido alguma coisa, a claridade alaranjada da luz da rua entrava pelas frestas da janela, da mesma forma que o sol havia entrado, não se lembrava de ter visto anoitecer, prendeu a respiração tentando encontrar o som que a acordara, mas só ouviu sons longínquos, claro, quando se mora numa casa imensa, sozinha que sons poderiam haver? Mesmo assim podia jurar que tinha ouvido passos...
Levantou da cama devagar, esperou os olhos acostumarem com a penumbra e caminhou até a porta, girou a maçaneta tentando não fazer barulho e prosseguiu até a cozinha, pé ante pé atravessando o corredor, atenta a qualquer outro barulho, a pilha de louça suja era imensa e toda a bagunça continuava no mesmo lugar, abriu a geladeira e pegou uma lata de refrigerante tomou metade, encostada na pia e depois largou em cima da mesa do corredor quando voltava para o quarto.
Não queria voltar a dormir, talvez pelas horas excedentes de sono ou apenas pela inquietante sensação de solidão que se apoderava dela centímetro por centímetro, decidiu ouvir música, o silêncio mostrava-se perturbador demais. Colocou os fones no ouvido e aumentou o volume até o último, infelizmente, com as músicas vieram as lembranças e com as lembranças vieram as lágrimas, imagens do passado e do futuro se fundiam, planos que jamais seriam concretizados e doces lembranças (quase) esquecidas. Ficou jogada na cama, sendo arrastada lentamente para o turbilhão de sentimentos do qual estava fugindo há dias, mas finalmente percebeu que é impossível fugir de si mesmo.


Sinto um vazio tão grande, na verdade ele é do tamanho de uma peça de quebra-cabeça, aquela pecinha que você perdeu e não consegue encontrar pra terminar o quebra-cabeça, e fica um buraco no meio da imagem, mas parece que esse buraco tão pequeno vai crescendo e consumindo tudo em volta, é amedrontador, e pior, é parte de mim... Parece que ele vai substituindo aos poucos os pedaços que compõem meu ser, de dentro para fora, ao ponto em que não sei mais quem sou. Sei que estamos sempre em mutação (esa es mi naturaleza), me sinto telespectadora de mim. Sei o quão estranho é , mas é muito difícil sentir que sou responsável pelas coisas que sinto.

Imagine que você está lendo um livro, se identifica muito com o protagonista, fica nervoso junto com ele, ri junto com ele, fica triste e sempre compreende bem o que ele sente, mas os sentimentos dele não são os seus de verdade, é basicamente isso, é como se eu estivesse amortecida, vendo os sentimentos e pensamentos de outra pessoa, até me dar conta de que são meus pensamentos, meus sentimentos...

Nem ao menos sei quando foi a última vez que senti algo que me tomou por inteira, que fizesse sentir meu peito inflando e explodindo de emoção, que fizesse meus pés saírem do chão, nos últimos tempos tudo vem por trás de uma cortina de fumaça, mas a pior parte é que parece que tudo está no lugar e apenas eu estou fora do quebra-cabeça.



Eu tenho tanta coisa para te dizer, mas não sei como, não sou corajosa ao ponto de me expor completamente para você, até porque nós dois já vimos que nosso sentimentos são conflituosos e que na hora da sinceridade só machucamos a nós mesmos. Ainda assim, construímos uma história juntos e mesmo daqui a séculos, você terá feito parte da minha vida, sei que seguiremos estradas diferentes (sim eu sempre penso na vida como uma estrada, é mais fácil pra mim) e sei que já começamos a fazer isso, inevitável depois de tantas tribulações...

Mas eu realmente queira que você soubesse, que você mora em meu coração, e que sempre lembro de você em minhas orações (por um longo tempo eu apenas pedia pra encontrar uma forma de superar a mágoa que eu estava sentindo, mas agora simplesmente peço que seu caminho seja guiado), e que todo aquele sentimento negativo que eu sentia foi ofuscado pelo carinho que sempre senti por você.

Eu queria poder pedir desculpas, assim sei que você se sentiria melhor em relação a mim, mas sou incapaz de pedir desculpas sem me arrepender de verdade e não me sinto arrependida de nada, talvez tenha me excedido em algum momento, mas todas as outras atitudes não foram partes do meu comportamento habitual e eu não mudaria isso, e naquele momento eu realmente acreditava que você estava errado e eu dona da razão, mas como a vida é engraçada vi inúmeras situações e não acho que eu não era a pessoa apropriada para definir quem estava certo ou errado.

No momento o que me dói mais é a saudade que sinto da sua presença, como pode fazer falta o jeito como você chama meu nome ou o seu abraço, nem mesmo sei o que eu sentiria se te abraçasse agora, talvez eu não conseguisse retribuir ou se algo dentro de mim irá desmoronar, mas já aprendi a conviver sem você e sei que sobreviverei e seguirei minha estrada, afinal a vida é assim, pessoas entrando e saindo de sua vida quando você menos espera e algumas vezes se perde pessoas incríveis e outras se ganham companheiros para vida toda.

Sei que nossa história não acabou, mesmo distante temos laços e se você puxar a ponta que nos une sei que irei retribuir, mas se eu não tiver uma segunda chance, queria que você soubesse de toda essa confusão sentimental que sinto por você e que quando precisar e vou estar aqui (caso você lembre de mim), mas por enquanto estou mais ocupada com as pessoas que realmente precisam de mim....


"Talvez o meio seja apenas a metade de alguma coisa, mas às vezes é mais do que isso..."







Não sei bem o que cada um vê como meio, e ultimamente o copo meio cheio ou meio vazio anda me rondando meus pensamentos... Percebi que talvez a metade seja a falta de alguma coisa e essa parte pode ser essencial, afinal as pessoas não estão em busca da cara metade ou da metade da laranja? Sempre procurando o que pode preencher a metade vazia do copo... Mas se queremos preencher esse vazio, porque insistimos em viver pela metade? Porque temos tanta dificuldade de tomar decisões, sair de de cima do muro e viver plenamente?

As pessoas vão ler isso e pensar: "essa menina não sabe do que está falando" ou "será que ela é louca?", mas eu não ligo muito pra isso, na verdade nem sei direito porque escrevo num blog, porque tenho muita vergonha de saber que outra pessoa está lendo o que escrevi, mas eu precisava fazer isso, só pra saber que estou dividindo algo tão especial para mim (as palavras) com outras pessoas e isso é uma das coisas que me ajudam a viver, a preencher meu copo

Tudo isso começou porque li um texto no facebook que no final dizia "Não suporto meio termos." e pensei o quanto isso é verdade, que nesses poucos anos que tenho de vida percebi que não dá para viver meia vida, amar pela metade, sonhar pela metade, não dá certo, pode ser que se entregar doa mais, mas eu acredito que é melhor me arrepender e aprender com os erros que cometi do que me arrepender do que eu poderia ter feito mas não fiz. Não adianta fazer as coisas tendo medo de assumir as consequências, elas sempre vão aparecer (ação e reação, já ouviu falar?), temos que parar de arranjar desculpas, de nos prendermos as desculpas esfarrapas que nos impedem de fazer o que queremos ou de simplesmente assumir quem somos de verdade.


Obs.: Tenho a sensação de que o texto está incompleto, mas resolvi compartilhar mesmo assim...


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"Tantas coisas passando, flutuando, correndo pelos meus pensamentos... Me encontro agora perdida, sem rumo, sem volta, já não corro porque não há mais tempo e porque não tenho mais que acompanhar seus passos tão incertos quanto os meus, mesmo assim no fundo sei que se puxar o fio do novelo ainda encontrarei o caminho até você, mas tenho medo pois uma pergunta ainda paira... Será que você ainda me espera?"








Engraçado como as coisas acontecem, você conhece uma pessoa e ela é apenas mais uma, um colega, um conhecido, de repente você acorda um dia e descobre o quanto essa pessoa é especial na sua vida e quanta diferença faz um abraço ou um sms que seja, os sorrisos trocados, as brincadeiras bobas ou as lágrimas compartilhadas. Quantas emoções, alegres ou tristes, reprimidas ou trocadas, afinal nem sempre dá pra controlar a raiva e alguns desentendimentos são normais em todas as relações.

Mas nessa equação doida existe um fator chamado tempo e o tempo sempre acrescenta outras milhares de coisas, nos enche de inúmeras oportunidades, mostra-nos milhões de caminhos a serem seguidos e então você olha pro lado e não vê mais uma mão de apoio que pensou que sempre estaria ali, pode ser que surja outras mãos e por um tempo aquela ausência não lhe fará falta, até o dia em que os sentimentos guardados virão à tona e a saudade inunda o coração junto com a vontade que tudo volte a ser como antes, mas tantas fases foram passadas e a constante mudança torna isso impossível de acontecer, até porque nem você é a mesma pessoa de antes, e tudo o que vivemos é vivenciado uma vez apenas, mesmo quando tentamos repetir e agora nem mesmo podemos voltar no tempo e reviver as coisas (somente em pensamento). No fim, as lembranças são os registros únicos e durarão para sempre, mas não são o suficiente quando alguém muito importante para você não está mais ao seu lado.

Nunca dá para saber como vamos perder alguém , pode ser de maneira violenta ou simplesmente uma ruptura sem razões aparentes, mas de toda forma é sempre inesperado e sempre dói. Claro que o sentimento de perda sempre faz o coração ficar fragilizado, talvez porque nós, seres humanos, estamos tão acostumados com a possessão das coisas e acabamos esquecendo que no fundo as pessoas não nos pertencem... Mas quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração??


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Sentei-me novamente na escrivaninha desbotada com lápis e papel na mão vi novamente as coisas tomarem forma em minha cabeça, quase como se as peças perdidas dentro da minha cabeça se encaixassem perfeitamente, e voltassem ao seu devido lugar.
Em meio a cacofonia da rotina conturbada, me vi soterrada e eis que agora podia retomar o meu caminho...


Como senti falta dos meus devaneios, onde dispo minhas máscaras e deixo meus sentimentos fluirem, esses tão contraditórios e disparatados que nem mesmo eu os compreendo em sua totalidade. Senti falta da sensação de liberdade que minhas próprias palavras me propiciam... Ah como senti falta...

Eis que agora terei minha chance de recomeçar, na verdade retomar, continuar de onde parei, simplesmente seguir... 


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Nota: Depois de muito tempo sem aparecer por aqui... Eis a volta da filha (escritora?) pródiga!



"Barco sem porto, sem rumo, sem vela..."

Mais uma manhã fria, a luz pálida era barrada pela cortina azul escuro, tornando o quarto um ambiente estranho... Quantos pontos já haviam passado pelo tortuoso caminho? Não fazia diferença... As escolhas sempre mudam as coisas de uma forma ou de outra, para o bem ou para o mal, uma escolha interfere na vida de todos que estão ao seu alcance e pode ir mais além... O agora nunca estava garantido, a verdade é que cada segundo muda tudo (até o que não queremos que mude)... Segundos, minutos, horas, às vezes não tenho certeza no que um se difere do outro, alguns dias a diferença entre um minuto e uma hora está apenas dentro da minha cabeça. Confuso, eu sei, sempre é.


Olho ao meu redor tentando entender em que loucura estou metida, vozes, luzes, sons, cores, tudo me confunde, me desnorteia, como alguém que ficou muito tempo dentro de uma caverna e só agora teve coragem de sair para a luz do dia. Mas eu não possuo as respostas, acabo imersa em inúmeras dúvidas, posso procurar as respostas em todos os lugares, mas as que estão dentro de mim sinto que jamais encontrarei, de repente não sei mais os caminhos que deveria percorrer, tanto tempo preocupada em conhecer as pessoas que agora esqueço quem sou, me perco no meio dos caminhos que não me pertencem, vez ou outra fico presa em um beco sem saída, ou sigo por caminhos sem volta...


Apesar de tudo estou seguindo, mesmo quando acho que a única alternativa é desistir, minha teimosia persiste, então sigo, tento encontrar o caminho certo, mas sei que só estou seguindo o meu próprio caminho, aquele em que temos que seguir sozinhos, um tracinho de cada vez. Às vezes, esse caminho pode ser muito solitário, ou escuro, ou assustador, mas para mim, não faz mais diferença, porque às vezes tudo que mais quero é caminhar um pouco, sozinha...


"São pequenas coisas que vamos descobrindo por esse caminho tortuoso que traçamos..."
Eu descobri que nem sempre você pode confiar nas pessoas, mas que sempre aparecerá alguém em quem você deve confiar.
Descobri que o mundo não é perfeito, que há tanto sofrimento e solidão, desgostos e torturas, mas que o dia sempre nasce e a esperança se renova, por uma razão ou outra.
Descobri que um mundo novo se abre toda vez que você se dispõe, toda vez que você olha pra vida da forma certa e quando você menos espera o fantástico já aconteceu.

Quando me fechei em pequenos mundos (conhecidos como livros) descobri que você tem que ter coragem para encarar os próprios sentimentos, que a morte tem muitas faces, que a seca e a fome são carrascos cruéis, e que nem sempre você encontra o final feliz (só que na vida acontece com mais frequência)...

Eu descobri que quando você se sente perdido sempre aparece alguém pra te ajudar, mesmo que você não perceba no começo, e quando se dá conta essa pessoa entro tanto em sua vida que faz parte de você... Então o tempo vai passando e você percebe que tem vários pedacinhos de outras pessoas morando em você e dessa forma você sente que pode chegar a qualquer lugar...

Há sempre uma pessoa especial, descobri isso também, que entra na sua vida quando você menos espera e descobre que quer dividir a vida inteira com ela, mesmo que isso vá contra seus preceitos...

Sobre pessoas você pode descobrir muito...
Como defeitos todos tem e saber aceitar e conviver com o dos outros ou ajudá-los a deixá-los de lado é o primeiro passo para concertar os próprios...
Erros sempre serão cometidos e julgar uma pessoa por causa deles não te faz melhor...
Um sorriso, um abraço, um gesto mínimo de demonstração de afeto pode mudar um dia e até mesmo uma vida...

"Acho que já descobri muito, mas ainda assim não o suficiente.. No fim de tudo, a verdade é que descobrimos muitas coisas, mas infelizmente aprendemos quase nada com elas..."


Eu tinha muitos sonhos... Sonhava com tal intensidade, me entregava totalmente a eles, me perdia por aí, bolava os planos mais criativos, eu podia sorrir para qualquer desafio, tudo se tornava simples diante de meus olhos sonhadores, talvez nem tudo fosse fácil, mas desistir não era uma possibilidade.
Eu sonhava com todo meu coração, e fazia dos meus sonhos brotar a alegria contagiante que nem mesmo eu sabia de onde vinha, alegria essa que tinha por dom transformar-se em felicidade e preencher outros corações. Dom de Beatriz, aquela que trás alegria? Dom de menina, sempre sorrindo? Dom de ver o mundo com olhos doces! Dom de ver o doce que a vida tem...

Mas passou-se o doce tempo, e com ele foi toda a alegria, a felicidade, a inocência da menina, deixando espaço para outros sentimentos não tão nobres... Vi a tristeza nublar meus olhos, enquanto a decepção pairava em minha cabeça, vi o céu tingir-se de vermelho quando a raiva tomou conta de cada pedacinho faltante. E o conformismo, junto com a decepção mudaram meus rumos e caminhos, me jogando em estradas tortuosas e escuras.

Por fim,  onde habitava a felicidade, restou apenas vazio, de repente desaprendi como se sorria, ou até mesmo porque um dia eu sorri. Lendo isso você pensará, que triste deve ser, mas não, na verdade é como a ausência de algo que você não tinha certeza que estava ali, é um sentimento desgastado, amarelo como uma foto antiga.

É a simples constatação da ausência, o Vazio.





"Parecia que era minha aquela solidão..."
  Ela caminhava pela multidão, ouvia as risadas e conversas animadas que outrora seriam contagiantes, quando ela se sentia parte daquela multidão, mas não dessa vez. Nesse dia ela estava a margem, tudo estava meio difuso, desfocado, as coisas não estavam no lugar, ela não estava no lugar.
Ela acompanha eles, sem nem mesmo saber porque, simplesmente seguia, tivera tantos motivos pra segui-los, mas nesse momento ela queria estar longe dali. Queria poder ordenar seus pensamentos, ficar longe das pessoas, talvez parar de pensar por algumas horas, mas tudo o que conseguia era soterrada por uma avalanche de informações, coisas a fazer, coisas a dizer, responsabilidades ou o quer que fosse.

Havia tanta coisa na cabeça dela que seus pensamentos andavam meio anuviados, ela também sentia uma tristeza tamanha a qual não estava acostuma, isso a desgastava por dentro e por fora, podendo ser visto na vontade repentina que ela sentia de se isolar ou nas olheiras tão profundas que a deixava com um ar abatido e cansado. Mas é claro que ela estava, de fato, abatida e cansada.

Entremeio a toda essa confusão emocional e mental da garota ela se culpava por tudo, relembrava as coisas que se arrependera de ter feito, chorava. Apesar de tentar se conter, de não querer chorar, de não querer que ninguém soubesse o que ela sente, ela fraquejava, uma pequena distração e ela sentia as lágrimas descerem pelo seu rosto, e antes que alguém pudesse vê-la, as enxugava e fingia que nada aconteceu. Mas isso era apenas orgulho. Sempre fora assim, queria mostrar que não precisava dos outro, queria provar isso para os outros e principalmente pra ela mesma, apesar de ser mentira.

Em contra partida ela se sentia totalmente dependente de qualquer pessoa a que se afeiçoava, talvez por isso fosse tão possessiva e sentia ciúmes de todos que ela considerava importantes, apesar de achar, o ciúme, uma bobagem. Mas isso também fazia com que ela se sentisse responsável pelo que as pessoas sentiam, e tentava fazê-las sorrir e agradá-las sempre, escondendo com o riso toda a tristeza indefinível da menina...




"Onde estão as cores?
 Elas só existem quando você vê com o coração."

Tudo estava cinza, apesar de se lembrar do quão bonito e colorido tudo parecia pouco tempo atrás. Lembrava de estar sorrindo e de sentir-se bem, que as coisa estavam em seus devidos lugares e tudo fazia sentido, tudo cheio de vida e alegre...
Agora o cinza parecia deixar tudo sem graça.

Parecia que estava grudado em tudo e, pior que isso, que a acompanhava, não importando se fosso em uma música, no caminho que tinha que percorrer ou até mesmo na comida, tudo estava no mesmo tom, seguindo a mesma apática e tristonha harmonia.

Cansada e abatida, se perguntava o que tinha acontecido, porque tudo mudara? Não conseguia entender onde havia errado, em que ponto tudo culminou para aquele momento?
Estava triste sim e de que outra forma estaria? Cansou-se das palavras vazias e das respostas hipócritas, cansou-se do faz-de-conta, de que lhe adianta fingir agora?

...Se nada mais fazia sentido...


Havia a imagem de uma menina no quadro, mas não era isso que eu via.
Entre borrões e riscos, rabiscos e cores eu não via forma alguma, ou talvez fingisse não ver. Queria não ver a menina em pedaços, pra todos os lados, como retalhos jogados ao léu. Triste? Talvez...
A tristeza era refletida nos olhos luminosos da garota, transmitiam tanta luz, alegria e até mesmo paz, mas por trás desse brilho, pode-se ver a tristeza velada e contínua, intermitente vertendo dos olhos da menina, basta ser, um observador para notar e você poderá ver as notas dissonantes que bailam entorno de quase tudo que vemos, ouvimos e falamos.
Pena não saber mais onde começa menina e acaba retalho, outrora dois, hoje são partes de um todo, tal qual a colcha de retalhos, agora eis a menina. Quem dera a menina fosse tão bela quanto a colcha, mas já não é, bem poderia dizer que não são retalhos e sim farrapos que compõem a menina.
Pobre menina, triste menina, bela menina.
A beleza da menina já não é a ingenuidade, nem a doçura, também já não havia espaço para sentimentos tão infantes na menina-moça. E de repente restou apenas o vazio, sem cores e rabiscos, sem riscos e borrões, sem menina, sem pedaços, sem retalhos ou farrapos...