Olá amores!
Estive refletindo bastante por esses dias, ok eu também tirei um tempo pra pular carnaval, escrever resenhas e assistir Arrow, mas estou prestes a iniciar uma nova fase em minha vida e sempre que isso acontece eu fico um pouco apreensiva, e sempre que algum tipo de mudança aparece no meu caminho eu penso bastante sobre e como ela vai afetar as outras áreas da minha vida, principalmente porque sou uma pessoa ansiosa e fico imaginando todas as possibilidades (boas e más) que podem surgir por aí...


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Todo Fim de Ano esse clima nostálgico toma conta, você começa a pensar, pesar e ponderar os acontecimentos do último ano, o que foi bom e o que foi ruim.. . Foram sonhos, planos, medos, arrependimentos, angústias, alegrias, tristezas e muitas outras coisas ficarão para trás... Será mesmo?

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Admito que por esses dias andava um tanto quanto entristecida, meio perdida devido as peças que a vida me pregou nos últimos meses, algumas mudanças radicais me peguei meio sem rumo observando um mar de opções e tantas decisões a serem tomadas, sim eu estava me sentindo completamente perdida! Então decidi parar de me torturar por um tempo, esfriar a cabeça e me divertir e nada melhor para isso do que mudar de ares, fui pra praia curtir o sol e a maresia, sentir a água salgada e o vento forte, esqueci um pouco dos problemas e me senti livre como há muito tempo não sentia, mas tudo que é bom dura pouco, uma semana passa voando e logo estava de volta a realidade, não tão feliz...

Então aconteceu, ontem era pra ser mais um dia interminável e entediante, mas por algum motivo não foi... Não sei se foi alguma frase motivadora que eu li, ou uma música que me deixou mais animada, mas foi como se o dia tivesse nascido mais bonito, mais feliz, mais dia... Tomei algumas decisões, saí da estagnação que me prendia e me senti mais eu, como estava sentindo falta de sentir! No meio disso escrevi o trecho abaixo e postei em uma rede social (com uma foto minha) para compartilhar minha alegria:

"Hoje acordei mais eu... Mais feliz, mais de bem comigo e com o mundo, mais dos meus cachos bagunçados e do meu batom vermelho, mais bonita e mais leve, mais sonhadora e mais forte. Lembrei que ninguém pode fazer as coisas no meu lugar e que meus problemas não podem ser maiores que meus sonhos, lembrei que o significado do meu nome (Prazer, Beatriz rs) é também a minha missão e que só posso fazer isso com amor... Ahhh eu acordei mais romântica (ou tão românticas quanto sempre fui), acreditando no amor e no bem que ele faz, e amando, sim amando... Amando a Deus que sempre guia meu caminho, amando a família linda que eu tenho e os queridos amigos que sempre estarão no meu coração... E me amando!
Hoje eu acordei mais apaixonada pela vida e mais viva!"

E é isso, toda essa alegria de viver que me preencheu ontem, continua acesa em mim, relembrei todas as minhas metas para esse ano e de todos os sonhos que irei realizar, isso sem contar as inúmeras surpresas que tenho certeza que encontrarei em 2015 e decidi tirar os textos da gaveta de novo porque eu nunca vou deixar de escrever, mas às vezes é bom compartilhar com outras pessoas, dar a cara a tapa para as críticas e para os elogios (rs).


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"Tantas coisas passando, flutuando, correndo pelos meus pensamentos... Me encontro agora perdida, sem rumo, sem volta, já não corro porque não há mais tempo e porque não tenho mais que acompanhar seus passos tão incertos quanto os meus, mesmo assim no fundo sei que se puxar o fio do novelo ainda encontrarei o caminho até você, mas tenho medo pois uma pergunta ainda paira... Será que você ainda me espera?"








Engraçado como as coisas acontecem, você conhece uma pessoa e ela é apenas mais uma, um colega, um conhecido, de repente você acorda um dia e descobre o quanto essa pessoa é especial na sua vida e quanta diferença faz um abraço ou um sms que seja, os sorrisos trocados, as brincadeiras bobas ou as lágrimas compartilhadas. Quantas emoções, alegres ou tristes, reprimidas ou trocadas, afinal nem sempre dá pra controlar a raiva e alguns desentendimentos são normais em todas as relações.

Mas nessa equação doida existe um fator chamado tempo e o tempo sempre acrescenta outras milhares de coisas, nos enche de inúmeras oportunidades, mostra-nos milhões de caminhos a serem seguidos e então você olha pro lado e não vê mais uma mão de apoio que pensou que sempre estaria ali, pode ser que surja outras mãos e por um tempo aquela ausência não lhe fará falta, até o dia em que os sentimentos guardados virão à tona e a saudade inunda o coração junto com a vontade que tudo volte a ser como antes, mas tantas fases foram passadas e a constante mudança torna isso impossível de acontecer, até porque nem você é a mesma pessoa de antes, e tudo o que vivemos é vivenciado uma vez apenas, mesmo quando tentamos repetir e agora nem mesmo podemos voltar no tempo e reviver as coisas (somente em pensamento). No fim, as lembranças são os registros únicos e durarão para sempre, mas não são o suficiente quando alguém muito importante para você não está mais ao seu lado.

Nunca dá para saber como vamos perder alguém , pode ser de maneira violenta ou simplesmente uma ruptura sem razões aparentes, mas de toda forma é sempre inesperado e sempre dói. Claro que o sentimento de perda sempre faz o coração ficar fragilizado, talvez porque nós, seres humanos, estamos tão acostumados com a possessão das coisas e acabamos esquecendo que no fundo as pessoas não nos pertencem... Mas quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração??


Vejo a trilha que terei que seguir, sei que não será fácil, sei que haverá momentos de dúvida, de medo, mas eu tenho que seguir, voltar não é uma opção. Caminho lentamente, não tenho pressa, aprecio a paisagem ao meu redor, ás vezes tão calma, serena, como um lago, me enchendo de paz...
Mas nem sempre a paz prevalece...

Já percorri um caminho, não tão longo, mas mesmo assim, parece que foi muito mais do que eu pensei que suportaria. Tem dias em que tudo parece ser um peso demasiado, fico cansada, sinto vontade de desistir, mas alguma coisa (que eu ainda não sei definir), me impele a continuar... Outros dias me pego pensando  onde eu teria chegado se tivesse tomado direções diferentes nas inúmeras bifurcações pelas quais eu passei, será que a direita teria sido mais fácil? Acabo chegando as mesmas conclusões, teria encontrado outras pessoas pelo caminho, teria visto uma ou outra coisa que não vi, mas certamente sofreria a mesma coisa, essa parte é difícil de mudar...

Continuarei caminhando, simplesmente porque já não suporto a ideia de ficar parada, a estagnação me parece uma doença, que me privará de continuar vivendo, vendo, andando, seguindo a trilha que apenas os meus pés sabem onde acabará, mas que por hora, não quero que acabe tão cedo...


Só por hoje eu quero me afogar em minhas futilidades.
Só por hoje quero esquecer que vivo num mundo egoísta e desumano,
Um mundo triste e sem graça, cheio de hipocrisia.
Hoje eu quero me perder nas fantasias loucas e inusitadas.
Hoje eu quero viver no meu mundo, onde nada me falta.
Meu mundo sem dores e sem disabores.

Hoje quero ver e viver tudo o que é impossível.
Tudo o que é além...
Hoje não quero lembrar dos esquecidos, dos afogados, dos perdidos.
Esquecer todo o sofrimento.

Hoje eu quero a ignorância, a falsa felicidade.
Só por hoje.


A estranha do espelho me encara.
Os olhos são familiares, lá no fundo posso ver o brilho que um dia conheci, o cabelo tenho certeza que não é o mesmo, lembro vagamente que ele parece mudar muitas e muitas vezes, tantos detalhes em tão pouco, maçãs do rosto, teta, sobrancelhas, a covinha do queixo... Mas o que acaba por me chama a atenção são as olheiras profundas que dão um ar de tristeza e cansaço...
A estranha do espelho me observa.
Vejo que o tempo passou tão rápido, ou talvez apenas pareça, 1 ano ou 10, qual a diferença?
Tudo muda e isso nunca mudará! Sim está ali, eu sei que mudou, mas não posso fazer nada além de observar as marcas de tantas mudanças...
Sei que os olhos da estranha são meus próprios olhos, e queria que não fosse, vez ou outra eles adquirem um ar frio e distante, às vezes tornam-se duros ou tristes, fardos muito grandes para um simples olhar. Mas não esqueço que eles tiveram um ar divertido e despreocupado, sinto falta da aurora infantil que enfeitava esse semblante e o consolo que me resta é saber que algumas vezes ainda poderei ver uma réstia dela.
A estranha do espelho me sorri.
Bem, já que o tempo já passou, que não posso voltar atrás ou mudar o que já foi, conformo-me com o que tenho e deixo de lado os sofrimentos e pesares, porque muitos ainda virão e não serei eu a carregar os fardos sozinha.
Simplesmente viverei, seguirei o caminho que a vida me indicar ou aquele por onde meus pés me levarem...


Vejo ao meu redor as pessoas tão armadas e me sinto tão indefesa, eu tento evitar o confronto, tento não ir a guerra, mas tudo o que consigo de batalha em batalha é me ferir...
Todos estão com suas armaduras reluzentes, espadas, lanças, arcos à postos, todos preparados... Entro no confronto sem vontade, as feridas da minha alma ainda sangram, mas o que posso fazer se uma vez desafiada não posso voltar atrás? Levo meu escudo revestido de orgulho, meu maior protetor durante todos esse anos, minhas armas, não são tão boas, talvez por falta de prática...

Dizem que apenas três coisas não podem voltar atrás e entre elas está a palavra mal dita e, julgo eu, ser essa a mais mortal delas. Palavras duras e afiadas rasgam, dilaceram, fazem verter as lágrimas sangrentas, destroem os sentimentos e massacram até mesmo a esperança.
Mais fácil do que poderia se supor, uma palavra muda tudo, o tom de voz, simples assim...
Saio vitoriosa de um confronto, mas como posso considerar como vitória algo que me lacera a alma e o coração? Algo que me destrói por dentro... Mas quando perco uma batalha dessas aí sim, sinto que nada sobra dentro de mim, mas não sei se é a sensação de vazio ou apenas a dor tão forte...


"Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar..."
Os sonhos são o que nos mantém vivos, são os nossos desejos e esperanças. Eles são responsáveis pela vontade de viver. Somos movidos pelos nossos sonhos.

Já não sei onde quero ir, onde quero estar ou mesmo por onde quero seguir, me vejo estagnada. Com meus últimos vestígios de força e concentração eu tento, mesmo que a vontade não seja tanta, mesmo que eu tenha minhas dúvidas...
Mas já não sei onde está aquela menina sonhadora, com tanta força de vontade, ela tirou férias inesperadamente, me deixando aqui, apenas um arremedo sem a vivacidade de outrora, a chama da esperança agora brilha tão fraca...
Meus sonhos esvaíram-se em fumaça, talvez por culpa minha, talvez por que tinha que ser assim, agora vivo dos sonhos desconexos, dos contrastes, da tristeza que vejo no mundo real, não há mais o ideal, não idealizo mais, apenas sigo, observo, virei a espectadora dos sonhos perdidos, destruídos pela fatalidade da vida. Triste? Talvez...
Doces sonhos onde foram parar? Sonhos infantis, felizes, doces sonhos...

Um dia talvez eu volte a ver o mundo com seu toque irreal, volte a sentir a esperança e a simplicidade, no momento me desligo de tudo, esqueço as infinitas possibilidades que um sonho trás e esqueço toda a amargura que o mundo real me mostra e me fecho no meu mundo onde eu delimito realidade e fantasia.




O tão famoso sapatinho de cristal
Acho que o romantismo típico dos contos de fadas não me comove mais... Estava assistindo "Para Sempre Cinderela" e me dei conta que não me importaria se ela não ficasse com o príncipe, não queria que a madrasta conseguisse casar a filha, mas se na hora do casamento com a princesa espanhola, tudo tivesse dado certo, não ficaria triste ou decepcionada...
O fato é que a história da Cinderela cria a perspectiva de que um dia, depois de você sofrer muito, um lindo príncipe vai aparecer, vocês irão se apaixonar e viverão felizes para sempre, desculpa mas eu não acredito nisso. Depois das mulheres serem usadas como moeda, lutarem pelos seus direitos e enfrentar preconceito, não consigo acreditar que surgira um príncipe e me salvará...
Eu como mulher, ficaria muito mais feliz e realizada se conseguisse alcançar a felicidade por meus próprios méritos, ter minha liberdade...
Não sou contra um casamento feliz, muito pelo contrário espero me casar um dia, constituir família, simplesmente acredito que não vai me ajudar muito ficar lamentando a vida e esperando um milionário despencar do céu e resolver os meus problemas...
Admito que nunca fui muito fã da Cinderela, abóbora que vira carruagem? Sapatinho de Cristal? Bem, prefiro tênis... Admito também que durante um tempo sonhei acordada com os contos de fadas sim, como toda criança, mas ser a princesa que espera sentada? Esse nunca foi meu sonho!
Em contextos mais atuais, eu sei que lá na Inglaterra uma plebeia ficou noiva de um príncipe recentemente, tenho pena dela, deve ser muito chato aprender todas aquelas regras de etiqueta e comportamento, como se dirigir, quando pode falar, quando não pode... Nesse caso prefiro os contos de fadas, pelo menos neles se você é uma princesa pode fazer o que quiser (essa é a parte que me interessa...).


Olho o mar, tão lindo, longínquo, profundo e mesmo que eu esteja molhando meus pés nele ainda parece tão distante... Sinto o mar, que molha meus pés e a brisa que envolve meu corpo...
O mar que escondeu tantos mistérios ao longo dos anos, sendo tão forte e infindável, encontra-se diante de mim, abrindo um leque inimaginável de possibilidades, ele me chama. Eu vou. O desconhecido me espera, não tenho medo, não me assusto, estou encantada demais, perdida demais em meio as minhas próprias ilusões pra me preocupar...
Estou envolta dos meus desejos e sonhos, planos e desavenças, tudo misturado, como a paixão e a dor...
Quando me sinto totalmente perdida, já sem noção, do ontem ou do amanhã, quando as palavras se confundem, se embaralham, se contradizem até mesmo dentro da minha cabeça, paro para tomar fôlego e olho pro céu.
Durante o dia esse céu tão azul e infinito quanto o mar profundo, e o sol que brilhando aquece os sonhos perdidos e as esperanças despedaçadas, ele segue sua rota, dia após dia...

O céu noturno é um espetáculo à parte, as estrelas brilham renovadas de esperanças e a lua minguante, nova, crescente ou cheia... Todas as fases diferentes e fascinantes, cada uma a seu modo, outros mistérios, mas dessa vez no céu...
Mas eu ainda estou aqui, presa num mar de segundos naufragados, olhando para o deserto aquático que me separa de tudo e de todos, solidão, saudade, vazio... Ao longe, tudo está tão longe que não sei como chegar, observo os mistérios do mar, descubro seus caprichos, vejo seus truques, me cerco cada vez mais de mar e mar e mar...
A maré leva meu corpo, eu deixo ela levar, minha única companheira de viagem, divido meus sentimentos, pensamentos e devaneios com ela, seguimos o curso, não sei qual, mas sempre seguimos. Já não há caminho de volta, nem como voltar, passou o momento como outrora passou-se o ponto, mas dessa vez assumo a culpa, me deixei levar.
Eis que agora chega a tempestade, assolado pelo mau tempo, o mar se torna agitado e bravio, assustando-me, pela primeira vez me incomoda estar sozinha, pela primeira vez tenho medo. Mas não tenho para onde fugir e nem mesmo como, sem escolha sou jogada de um lado para o outro em um turbilhão...
"Depois da tempestade vem a calmaria" e nessa calmaria eu repouso, mas sei que a qualquer momento outra tempestade pode chegar e mesmo que eu me prepare ela sempre conseguirá me desestruturar...
Nesse mar, um oceano de possibilidades me invade, trás novidades e novas descobertas, trás um mundo novo, fantástico, inebriante mundo. Por isso me perco, fico à deriva e aprecio a viagem que se segue, me deixo levar sim, afinal a vida não é uma aventura?

"Se estou perdida num desatino, se estou sem rumo num devaneio, se estou distraída numa imensa perdição, sem rumo, sem destino, sem futuro. Mas o futuro onde está? Será aquele ponto brilhante no céu ou seu reflexo no mar?" (Anônimo)



No ônibus tudo parece meio difuso, a variabilidade de cores, de estilos, de formas e desenhos está ali. Tudo se mistura, tudo se confunde, o preto com o pink, o laranja com o verde...
Alguns se encaram talvez tentando decifrar o que se passa na cabeça da pessoa, talvez apenas pensando no quão diferente o outro parece. Eu observo, não os detalhes, não vejo o tamanho do salto, a cor do cabelo, o comprimento do da saia, tampouco os rotulo, olha o punk, o gay, o doido, eu observo o que não tenho certeza de que está ali, o que não sei, não sei se ele veio da escola ou se vai pro shopping, não sei onde estão seus pais ou seus amigos, muito menos sei seus gostos.
No caminho me fecho na minha pequena redoma, me escondendo do mundo de cores e sons, pra isso uso meus fones e um livro. Essa tão util redoma também serve pra me proteger dos problemas que assolam minha vida. Sim, eu fujo com toda a dignidade em meu coração, fujo das cores cinzas e pálidas, da dor iminente, da palavra que ainda não foi pronunciada. Fujo de um mundo injusto, de um mundo que me enjoa, enoja...
Mas no ônibus é onde os destinos se cruzam, você não conhece as pessoa e as pessoas não te conhecem, elas estão ali por motivos variados, a única coisa em comum é que querem algo, todos estão em busca de alguma coisa, seja um "felizes para sempre", dinheiro, amor, todos querem encontrar algo que supostamente lhes trará a felicidade. Será que existe tal felicidade?
Quando levanto os olhos do livro, a cena mudou, alguns personagens se foram e outros ocuparam seus lugares, novas combinações de cores, azul com amarelo, vermelho com roxo... Os sons ao meu redor insistem em penetrar na redoma, mas chegam até mim como ruídos incompreensíveis que ignoro prontamente... O lugar também já não é o mesmo e às vezes me sinto meio perdida, com medo de ter passado do ponto me concentro na janela procurando um pontinho qualquer que me indique onde estou.
Já perdi o ponto algumas vezes e isso realmente é um atraso de vida, sem contar a sensação de pânico que começa a me dominar, apesar do meu orgulho não deixar transparecer, qualquer um que passasse por mim veria uma menina/mulher (não sei) indo para o seu destino. O ruim de perder o ponto é que não dá pra voltar atrás, é como um erro que você poderia ter impedido de ter acontecido, mas no último minuto mudou de ideia, os cinco minutos que te fazem perder a hora, aquela questão que você mudou na hora de passar pro gabarito.
Olhando pela janela, me perco no mundo lá fora, vejo os lugares e as pessoas, os carros que passam e seus motoristas e acompanhantes, talvez veja algum animal, um cachorro ou uma pomba, algumas árvore e arbustos completam a paisagem, durante o dia as nuvens chamam atenção refletindo a luz do sol e a noite as estrelas preenchem o céu. O conjunto forma um bonito quadro, vivo e em movimento, às vezes procuro por pessoas conhecidas, mas geralmente não obtenho sucesso e vez ou outra vejo alguém parecido.
Agora estou sentada no ônibus tem vezes que isso é relaxante em outras apenas me sento por sentar, tentando evitar um cansaço vindouro, o quadro vivo emoldurado pela janela está ao meu lado e fora da minha redoma as pessoas seguem suas vidas passando por inúmeros ônibus, buscando seja lá o que for, passando por cima dos destinos umas das outras, perdendo o ponto ou simplesmente seguindo a rotina, e nem sempre prestando atenção nas pessoas ao seu redor, ou como eu apenas se escondendo delas.