"Talvez o meio seja apenas a metade de alguma coisa, mas às vezes é mais do que isso..."







Não sei bem o que cada um vê como meio, e ultimamente o copo meio cheio ou meio vazio anda me rondando meus pensamentos... Percebi que talvez a metade seja a falta de alguma coisa e essa parte pode ser essencial, afinal as pessoas não estão em busca da cara metade ou da metade da laranja? Sempre procurando o que pode preencher a metade vazia do copo... Mas se queremos preencher esse vazio, porque insistimos em viver pela metade? Porque temos tanta dificuldade de tomar decisões, sair de de cima do muro e viver plenamente?

As pessoas vão ler isso e pensar: "essa menina não sabe do que está falando" ou "será que ela é louca?", mas eu não ligo muito pra isso, na verdade nem sei direito porque escrevo num blog, porque tenho muita vergonha de saber que outra pessoa está lendo o que escrevi, mas eu precisava fazer isso, só pra saber que estou dividindo algo tão especial para mim (as palavras) com outras pessoas e isso é uma das coisas que me ajudam a viver, a preencher meu copo

Tudo isso começou porque li um texto no facebook que no final dizia "Não suporto meio termos." e pensei o quanto isso é verdade, que nesses poucos anos que tenho de vida percebi que não dá para viver meia vida, amar pela metade, sonhar pela metade, não dá certo, pode ser que se entregar doa mais, mas eu acredito que é melhor me arrepender e aprender com os erros que cometi do que me arrepender do que eu poderia ter feito mas não fiz. Não adianta fazer as coisas tendo medo de assumir as consequências, elas sempre vão aparecer (ação e reação, já ouviu falar?), temos que parar de arranjar desculpas, de nos prendermos as desculpas esfarrapas que nos impedem de fazer o que queremos ou de simplesmente assumir quem somos de verdade.


Obs.: Tenho a sensação de que o texto está incompleto, mas resolvi compartilhar mesmo assim...


Eu tinha muitos sonhos... Sonhava com tal intensidade, me entregava totalmente a eles, me perdia por aí, bolava os planos mais criativos, eu podia sorrir para qualquer desafio, tudo se tornava simples diante de meus olhos sonhadores, talvez nem tudo fosse fácil, mas desistir não era uma possibilidade.
Eu sonhava com todo meu coração, e fazia dos meus sonhos brotar a alegria contagiante que nem mesmo eu sabia de onde vinha, alegria essa que tinha por dom transformar-se em felicidade e preencher outros corações. Dom de Beatriz, aquela que trás alegria? Dom de menina, sempre sorrindo? Dom de ver o mundo com olhos doces! Dom de ver o doce que a vida tem...

Mas passou-se o doce tempo, e com ele foi toda a alegria, a felicidade, a inocência da menina, deixando espaço para outros sentimentos não tão nobres... Vi a tristeza nublar meus olhos, enquanto a decepção pairava em minha cabeça, vi o céu tingir-se de vermelho quando a raiva tomou conta de cada pedacinho faltante. E o conformismo, junto com a decepção mudaram meus rumos e caminhos, me jogando em estradas tortuosas e escuras.

Por fim,  onde habitava a felicidade, restou apenas vazio, de repente desaprendi como se sorria, ou até mesmo porque um dia eu sorri. Lendo isso você pensará, que triste deve ser, mas não, na verdade é como a ausência de algo que você não tinha certeza que estava ali, é um sentimento desgastado, amarelo como uma foto antiga.

É a simples constatação da ausência, o Vazio.